quarta-feira, 20 de maio de 2009

Scorpions - Discografia

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BIOGRAFIA.

Scorpions é uma banda de hard rock/heavy metal originária de Hannover, Alemanha. Já venderam mais de 75 milhões de álbuns. Ao contrário do usado algumas vezes, o nome da banda é apenas “Scorpions”, e não “The Scorpions”.

História.

Formação e início de carreira.

Na Alemanha Ocidental, em 1965, os irmãos e guitarristas Michael Schenker e Rudolf Schenker decidem montar uma banda com os amigos Klaus Meine (como vocalista), Lothar Heimberg (no baixo) e Wolfgang Dziony (na bateria). Considera-se que, neste momento, surgia o hard rock e a primeira banda desse novo estilo musical, os Scorpions. Após gravarem uma fita demo, conseguem lançar o primeiro álbum, Lonesome Crow, em 1972. Apesar da boa repercussão da estréia, Lothar Heimberg e Wolfang Dziony resolvem deixar o grupo e pouco tempo depois, Michael Schenker torna-se guitarrista da banda londrina UFO.

Sozinhos, Rudolf e Klaus dão continuidade ao trabalho e rapidamente entram em contato com o guitarrista Ulrich Roth (mais conhecido como Uli Jon Roth), que por sua vez convida o baixista Francis Buchholz e o baterista Jürgen Rosenthal para completar o grupo.

Fazem algumas apresentações e assinam com a RCA, que lança o segundo disco Fly to the Rainbow, em 1974. No ano seguinte, Rudy Lenners assume a bateria e o álbum In Trance faz sucesso em toda a Europa, dando início a uma turnê que consagrou o Scorpions como uma das melhores bandas de hard rock ao vivo.

A popularidade.

Em 1976, gravaram Virgin Killer que é um álbum clássico em sua carreira. Lenners descobre que tem um problema no coração e sai da banda para se tratar e em seu lugar entra Herman Rarebell que foi indicado por Michael Schenker. Em 1977 vão para o estúdio novamente e lançam o belíssimo álbum Taken By Force e em 1978 embarcam pela primeira vez para o Japão onde fizeram três grandes shows. Essa passagem pelo oriente ficou registrada no clássico álbum duplo ao vivo Tokyo Tapes que foi lançado no mesmo ano.

Formados em 1965, os Scorpions passaram os primeiros 18 anos da sua carreira sem conseguirem muito sucesso nos EUA, embora já fossem bastante populares na Europa e no Japão. Foi em 1980, quando lançaram o álbum Animal Magnetism, que conquistaram de vez os fãs americanos. Chegaram a ficar entre os 10 melhores do mundo com seu décimo álbum, Love at First Sting e a balada Still Loving You. No início da década de 1990, tiveram êxito com o álbum Crazy World e a música “Wind of Change”, inspirado nas mudanças político-sociais ocorridas no Leste Europeu e também no fim da Guerra Fria.

Foi o primeiro grupo ocidental a tocar na Rússia após a extinção da União Soviética e, em 21 de julho de 1990 foram convidados a participar no espetáculo de Roger Waters, The Wall in Berlin, juntamente com outros convidados como Van Morrison e Bryan Adams.

Sucesso comercial.

De volta à Alemanha Ocidental, mais uma baixa no Scorpions, Uli Jon Roth anuncia a sua saída para montar um novo projeto batizado de Electric Sun, entrando em seu lugar Matthias Jabs. O grupo grava uma seqüência de discos que mantiveram seu nome entre os maiores da época: Lovedrive (1979), Animal Magnetism (1980) e Blackout (1982).

Em maio de 1983 a banda foi convidada para atuar no US Festival em California juntamente

com os Quiet Riot, Judas Priest, Van Halen, Triumph e Ozzy Osbourne.

Porém, seria o próximo trabalho Love at First Sting, de 1984, que conquistaria uma quantia considerável de fãs com os hits Rock You Like a Hurricane, Big City Nights e a balada Still Loving You. O disco ao vivo World Wide Live sai no ano seguinte e o grupo fica quatro anos sem lançar material inédito.

Em janeiro de 1985 os Scorpions se apresentaram na primeira edição do festival Rock in Rio, ao lado de outras bandas como AC/DC, Iron Maiden, Queen, Whitesnake, Yes e Ozzy Osbourne.

Somente em 1988, O álbum Savage Amusement chegou às lojas e também foi muito bem recebido. A coletânea Best of Rockers ‘n’ Ballads foi lançada em 1989 e em 1990 foi a vez do álbum mais bem sucedido da carreira dos Scorpions ser lançado. Crazy World, trazia a música “Wind of Change”, que se tornou o maior sucesso da banda. Além de “Wind of Change”, Crazy World trazia “Tease me, Please me”, “Don’t Believe Her”, “Send Me An Angel” e “Hit Between the Eyes” que virou tema do filme “Freejack” estrelado pelo cantor Mick Jagger.

Dias atuais (1992-presente)

Em 1992, sofrem uma baixa inesperada: Francis Buchholz resolve sair da banda e é substituído por Ralph Rieckermann, músico de conservatório e que também fazia trilhas sonoras de filmes. Em 1993 lançam o álbum Face the Heat, que trazia a canção “Under the Same Sun” como o seu principal sucesso. O terceiro álbum ao vivo da carreira, Live Bites, sai em 1995 e Pure Instinct é lançado em 1996, tendo Curt Cress como baterista. Herman Rarebell decide deixar a banda e abrir uma gravadora em Monte Carlo, chamada Monaco Records, com apoio do príncipe Albert de Mônaco. James Kottak torna-se o novo baterista dos Scorpions.

Gravam um álbum experimental chamado Eye to Eye em 1999 e resolvem explorar outros caminhos. O próximo passo dos Scorpions foi bem aceito pelos fãs e pela crítica por se tratar de algo totalmente inédito: a gravação de um álbum com a Orquestra Filarmônica de Berlim, a mais importante do mundo. Intitulado de Moment of Glory e lançado em 2000, esse álbum traz faixas como “Still Loving You”, “Hurricane 2000″ (uma nova versão de Rock You Like a Hurricane), entre outras, com novos arranjos orquestrados e que renderam o DVD Moment of Glory, gravado ao vivo em Hannover, na Alemanha. A criação dos arranjos e a regência da orquestra ficou a cargo do austríaco Christian Kolonovitz, que fez um excelente trabalho.

Em 2001, Christian Kolonovitz repete a dose e rearranja outras canções para o projeto intitulado Acoustica. As apresentações acústicas, registradas no Convento do Beato, em Portugal, fizeram tanto sucesso quanto o trabalho anterior com a orquestra. Tiveram ainda o reforço de alguns músicos contratados, como o percussionista chileno Mario Argandona, para que as versões mais intimistas, executadas apenas com violão, soassem melhor. Entre os músicos de apoio, ainda havia a violoncelista romena Ariana Arcu; Johan Daansen, no terceiro violão; Hille Bemelmans, Liv Van Aelst e Kristel Van Craen, nos vocais de apoio; além do próprio Christian Kolonovitz, no piano e órgão Hammond.

Em 2004, lançam o álbum Unbreakable, que era aguardado com grande expectativa pelos fãs, pois havia cinco anos desde Eye to Eye que um álbum contendo canções inéditas não era lançado. O trabalho foi bem recebido pelos fãs. Com o álbum Unbreakable também foi apresentado o novo baixista da banda: o polonês Paweł Mąciwoda, que substituiu Ralph Rieckermann, que deixou a banda pouco antes das gravações de Unbreakable e deu sequência ao seu trabalho de trilhas sonoras de filmes. A banda incluiu o Brasil na turnê Unbreakable e fizeram três shows no país em 2005. Os músicos apresentaram sucessos como “Wind of Change”, “Rock You Like a Hurricane” e “New Generation”, sendo esta última sua música de trabalho na turnê. O álbum mais recente Humanity: Hour I foi lançado na segunda quinzena de maio de 2007.

Integrantes.

1965-1970.

  • Rudolf Schenker (guitarra, vocal)
  • Karl-Heinz Vollmer (guitarra)
  • Achim Kirchoff (baixo)
  • Wolfgang Dziony (bateria)

1970-1972.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Michael Schenker (guitarra)
  • Lothar Heimberg (baixo)
  • Wolfgang Dziony (bateria)

1972.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Michael Schenker (guitarra)
  • Lothar Heimberg (baixo)
  • Joe Wyman (bateria)

1973-1974.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Uli Jon Roth (guitarra)
  • Francis Buchholz (baixo)
  • Jürgen Rosenthal (bateria)
  • Achim Kirschning (teclado)

1975-1977.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Uli Jon Roth (guitarra)
  • Francis Buchholz (baixo)
  • Rudy Lenners (bateria)

1977-1978.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Uli Jon Roth (guitarra)
  • Francis Buchholz (baixo)
  • Herman Rarebell (bateria)

1978-1992.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Matthias Jabs (guitarra)
  • Francis Buchholz (baixo)
  • Herman Rarebell (bateria)

1993-1996.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Matthias Jabs (guitarra)
  • Ralph Rieckermann (baixo)
  • Herman Rarebell (bateria)

1996-2004.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Matthias Jabs (guitarra)
  • Ralph Rieckermann (baixo)
  • James Kottak (bateria)

2004-atualidade.

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Matthias Jabs (guitarra)
  • Paweł Mąciwoda (baixo)
  • James Kottak (bateria)

Álbuns.

Links Atualizados em 11/05/09.

Lonesome crow (1972)

1. I’m Going Mad
2. It All Depends
3. Leave Me
4. In Search Of The Peace Of Mind
5. Inheritance
6. Action
7. Lonesome Crow

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Fly to the Rainbow (1974)

1. Speedy’s Coming
2. They Need A Million
3. Drifting Sun
4. Fly People Fly
5. This Is My Song
6. Far Away

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In trance (1975)

1. Dark Lady
2. In Trance
3. Life’s Like A River
4. Top Of The Bill
5. Living & Dying
6. Robot Man
7. Evening Wind
8. Sun In My Hand
9. Longing For Fire
10. Night Lights

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Virgin killer (1976)

1. Pictured Life
2. Catch Your Train
3. In Your Park
4. Backstage Queen
5. Virgin Killer
6. Hell Cat
7. Crying Days
8. Polar Nights
9. Yellow Raven

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Senha: http://nueva-ola-del-heavy.blogspot.com/

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Taken by force (1977)

1. Steamrock Fever
2. We’ll Burn the Sky
3. I’ve Got to Be Free
4. Riot of Your Time
5. Sails of Charon
6. Your Light
7. He’s a Woman, She’s a Man
8. Born to Touch Your Feelings
9. Suspender Love
10. Polar Nights [Live]

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Lovedrive (1979)

1. Loving You Sunday Morning
2. Another Piece of Meat
3. Always Somewhere
4. Coast to Coast
5. Can’t Get Enough
6. Is There Anybody There?
7. Lovedrive
8. Holiday

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Animal magnetism (1980)

1. Make It Real
2. Don’t Make No Promises (Your Body Can’t Keep)
3. Hold Me Tight
4. Twentieth Century Man
5. Lady Starlight
6. Falling in Love
7. Only a Man
8. The Zoo
9. Animal Magnetism
10. Hey You

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Blackout (1982)

1. Blackout
2. Can’t Live Without You
3. No One Like You
4. You Give Me All I Need
5. Now!
6. Dynamite
7. Arizona
8. China White
9. When the Smoke Is Going Down

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Love At First Sting (1984)

1. Bad Boys Running Wild
2. Rock You Like a Hurricane
3. I’m Leaving You
4. Coming Home
5. The Same Thrill
6. Big City Nights
7. As Soon as the Good Times Roll
8. Crossfire
9. Still Loving You

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Savage Amusement (1988)

1. Don’t Stop at the Top
2. Rhythm of Love
3. Passion Rules the Game
4. Media Overkill
5. Walking on the Edge
6. We Let It Rock…You Let It Roll
7. Every Minute Every Day
8. Love on the Run
9. Believe in Love

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Crazy World (1990)

1. Tease Me Please Me
2. Don’t Believe Her
3. To Be With You in Heaven
4. Wind of Change
5. Restless Nights
6. Lust or Love
7. Kicks After Six
8. Hit Between the Eyes
9. Money and Fame
10. Crazy World
11. Send Me an Angel
12. Vientos de Cambio
13. I Can’t Explain

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Face The Heat (1993)

1. Alien Nation
2. No Pain, No Gain
3. Someone to Touch
4. Under the Same Sun
5. Unholy Alliance
6. Woman
7. Hate to Be Nice
8. Taxman Woman
9. Ship of Fools
10. Nightmare Avenue
11. Lonely Nights
12. Destin
13. Daddy’s Girl
14. His latest flame (Secret Track)

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Pure instinct (1996)

1. Wild Child
2. But The Best For You
3. Does Anyone Know
4. Stone In My Shoe
5. Soul Behind The Face
6. Oh Girl (I Wanna Be With You)
7. When You Came Into My Life
8. Where The River Flows
9. Time Will Call Your Name
10. You And I
11. Are You The One?

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Eye II Eye(1999)

1. Mysterious
2. To Be No. 1
3. Obsession
4. 10 Light Years Away
5. Mind Like a Tree
6. Eye to Eye
7. What U Give U Get Back
8. Skywriter
9. Yellow Butterfly
10. Freshly Squeezed
11. Priscilla
12. Du Bist So Schmutzig
13. Aleyah
14. A Moment in a Million Years

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Moment Of Glory (with Berliner Philharmoniker) (2000)

1. Hurricane 2000
2. Moment Of Glory
3. Send Me An Angel
4. Wind Of Change
5. Crossfire (Instrumental)
6. Deadly Sting Suite (Instrumental)
7. Here In My Heart
8. Still Loving You
9. Big City Nights
10. Lady Starlight

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Acoustica (2001)

1. Zoo
2. Always Somewhere
3. Life Is Too Short
4. Holiday
5. You and I
6. When Love Kills Love
7. Dust in the Wind
8. Send Me an Angel
9. Catch Your Train
10. I Wanted to Cry (But the Tears Wouldn’t Come)
11. Wind of Change
12. Love of My Life
13. Drive
14. Still Loving You
15. Hurricane 2001

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Unbreakable (2004)

1. New Generation
2. Love ‘Em or Leave ‘Em
3. Deep and Dark
4. Borderline
5. Blood Too Hot
6. Maybe I Maybe You
7. Someday Is Now
8. My City My Town
9. Through My Eyes
10. Can You Feel It
11. This Time
12. She Said
13. Remember the Good Times
14. Too Far

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Humanity - Hour I (2007)

1. Hour I
2. The Game Of Life
3. We Were Born To Fly
4. The Future Never Dies
5. You’re Lovin’ Me To Death
6. 321
7. Love Will Keep Us Alive
8. We Will Rise Again
9. Your Last Song
10. Love Is War
11. The Cross
12. Humanity

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Inocentes – Discografia

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BIOGRAFIA.

O Inocentes nasceu em agosto de 1981, formado por três ex-membros do Condutores de Cadáver, banda punk que durou de 1979 a 81, Antônio Carlos Calegari, (guitarra), Marcelino Gonzales (bateria) e Clemente (baixo), este, o mais experiente, pois já havia tocado no Restos de Nada, uma das primeiras bandas punk paulistanas, que ajudou a fundar em 1978, junto com Douglas Viscaino. Os três chamaram o novato Maurício para assumir os vocais.Não demorou muito para o Inocentes se destacar na cena paulistana, e ser convidado, junto ao Cólera e ao Olho Seco, a participar da coletânea “Grito Suburbano”, o primeiro registro sonoro das bandas punks brasileiras, lançada pelo selo Punk Rock Discos em 1982.Com a explosão do movimento punk paulistano para todo o Brasil, o Inocentes conseguiu projeção nacional e se tornou um de seus porta-vozes. Um manifesto escrito por Clemente para a revista “Galery Around”, da onde saiu a frase “Nós estamos aqui para revolucionar a música popular brasileira, pintar de negro a asa branca, atrasar o trem das onze, pisar sobre as flores de Geraldo Vandré e fazer da Amélia uma mulher qualquer”, causou o impacto de um soco no estômago. Eles viraram personagens do documentário em vídeo “Garotos do Subúrbio”, dirigido por Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), e exibido no MASP em 1982, e do curta “Pânico em SP”, dirigido por Mário Dalcêndio Jr. No fim do mesmo ano, já com um novo vocalista, Ariel Uliana Jr., participam do antológico festival “O Começo do Fim do Mundo”, no SESC Pompéia, em São Paulo, que foi registrado ao vivo e lançado em disco no ano seguinte em forma de coletânea.Em 1983, fazem parte da invasão ao Rio de Janeiro por punks paulistanos, tocando no Circo Voador com sete bandas paulistas e mais Paralamas do Sucesso, de Brasília, e Coquetel Molotov, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entram em estúdio para gravar seu primeiro LP, “Miséria e Fome”, que tem dez de suas treze músicas censuradas e acaba virando o compacto “Miséria e Fome”, com apenas três faixas liberadas. Participam do média-metragem “Punks”, dirigido por Sarah Yakni e Alberto Gieco, e, no fim do ano, já em trio, com Clemente nos vocais, a banda acaba em pleno palco do Napalm, casa noturna precursora do Madame Satã. Eles estavam de saco cheio dos rumos que o movimento punk havia tomado, as brigas entre gangs aumentavam a cada dia, não havia mais shows, zines e gigs. Então, resolveram encerrar suas atividades. O Inocentes voltou um ano depois, 1984, com uma nova formação. Antônio Parlato, o Tonhão, na bateria, André Parlato no baixo, Ronaldo dos Passos na guitarra e Clemente nos vocais e guitarra. E também com uma nova proposta, um som mais próximo do pós-punk, e o objetivo de tocar além das fronteiras do movimento, com bandas como Patife Band, Ira!, Mercenárias, Voluntários da Pátria, Smack, 365, etc. O chamado Rock Paulista. Foram shows antológicos no Lira Paulistana, Zona Fantasma, Via Berlim, Rose Bom Bom e Circo Voador, no Rio de Janeiro, onde fizeram a abertura de um show da então já conhecidíssima Legião Urbana. Nesse mesmo ano, o “Grito Suburbano” é lançado na Alemanha com o nome de “Volks Grito”, pelo selo Vinyl Boogie, e a banda é incluída na coletânea “Life is Joke”, junto de bandas americanas, inglesas, espanholas, finlandesas, etc., lançada pelo selo Weird System também da Alemanha. Foram dois anos na estrada underground, até que, em 1986, Branco Mello, dos Titãs, leva uma demo deles para a Warner e finalmente eles são contratados por uma grande gravadora e lançam o mini-LP “Pânico em SP”, produzido por Branco e Pena Schmidth, tornando-se a primeira banda punk brasileira a gravar por uma multinacional. O disco causa o maior estardalhaço na mídia e a banda excursiona por todo o Brasil pela primeira vez. As vendas na Warner são boas, mas não são as esperadas pela gravadora. Apesar disso, a banda conquista respeito e público por todo o país.
O segundo disco pela multinacional sai no ano seguinte, 1987, e se chama “Adeus Carne”. Dessa vez é um LP produzido por Geraldo D’Arbilly e Pena Schmidth. E contém hits que martelaram as rádios rock, como “Pátria Amada”, “Tambores” e “Cidade Chumbo”. O show de lançamento, realizado no Center Norte, no estacionamento do shopping na zona norte de São Paulo, reúne mais de dez mil pessoas. Apesar de tudo isso, a gravadora deixa a banda de lado por considera-la “difícil” de trabalhar. O terceiro disco pela Warner só vem em 1989, produzido por Roberto Frejat, do Barão Vermelho. É um disco um tanto confuso, desde a capa, onde a banda aparece nua e algemada, até o conteúdo, uma mistura de rock’n’roll, punk, rap e sei lá mais o quê. Tudo isso é resultado da pressão exercida pela gravadora em cima da banda. Não que o disco seja ruim – contém clássicos como “A Face de Deus” e “O Homem que bebia demais” –, mas o clima dentro da banda esquenta, tornando-se insuportável. A capa foi o resultado de uma tentativa da banda em persuadir a gravadora a não colocar os quatro na capa novamente, mas eles adoraram a foto e ela acabou saindo assim mesmo. As gravações foram um tanto tumultuadas e a banda preferia esquecer os shows de lançamento em São Paulo e no Rio. O resultado de toda essa confusão foi a saída de Tonhão e de André Parlato, substituídos por César Romaro, na bateria, e Mingau, no baixo, e por fim a saída da banda da Warner.O início dos anos 90 foram terríveis. Sem gravadora, o Inocentes ainda teve de aturar uma terrível onda de cover que assolou o país. Foram anos difíceis, com poucos shows e pouca grana. A banda, traumatizada, tomava rumos cada vez mais distantes do punk rock que a consagrou. Em 1991, uma demo com a música “O Homem Negro” chegou à rádio 89Fm e tocou sem parar. A música, uma mistura certeira entre punk, rap e rock, conquistou novos fãs e abriu novos horizontes para a banda, que, em 1992, lança um disco quase acústico, o “Estilhaços”, pelo selo Cameratti. Pela primeira vez a banda freqüenta o circuito de shows da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, fazendo vários shows gratuitos em casas de cultura pela periferia da cidade. A faixa “Faminto” toca sem parar nas rádios rock e a banda volta a excursionar.
Em 1994, o peso das guitarras começa a voltar no novo trabalho que se chama “Subterrâneos” e é lançado pela gravadora Eldorado. A banda participa do curta-metragem “Opressão”, de Mirella Martinelli, onde interpreta a si mesma e Clemente é assassinado em pleno palco por um bando de skins nazistas. O filme ganha vários prêmios pelo mundo. Clemente grava com Thayde e DJ Hum, uma versão de “Pânico em SP” que acaba mudando a letra e o nome para “Testemunha Ocular”. A música faz parte da coletânea “No Majors Baby”, produzida por Marcel Plasse para a gravadora Paradoxx, e é a primeira colaboração oficial entre músicos de rock e rap em São Paulo. O Inocentes faz o show de abertura da apresentação que os Ramones fizeram no Olímpia, em São Paulo. Foram três dias de pancadaria, com Calegari voltando a banda, desta vez assumindo baixo no lugar de Mingau, que foi tocar com Dinho Ouro Preto. Os shows tiveram uma grande repercussão e, quando a banda se preparava para gravar um novo CD, veio outro baque: saem César Romaro e Calegari. Sem pestanejar, Ronaldo convoca Nonô, baterista do Full Range, e Clemente chama um velho amigo para assumir o baixo, Anselmo Guarde (ex-vocalista do SP Caos e ex-baixista do Viúva Velvet e do Fogo Cruzado). Com essa formação, no fim de 1995, a banda entra em estúdio para gravar seu novo álbum, “Ruas”, que foi lançado no ano seguinte, 1996, pela gravadora Paradoxx. O novo disco retoma a pegada punk. A banda toca no primeiro Close-up Planet com Sex Pistols, Bad Religion, Silver Chair e Marky Ramone, que elogia a banda, o show, o novo disco e acaba amigo dos Inocentes, dividindo vários shows pelo interior. A apresentação no Close-up repercute bem e os Inocentes caem na estrada, chegando até Recife, onde se apresentam no Abril pro Rock de 1997.No ano seguinte, 1998, eles entram em estúdio de novo para gravar “Embalado a Vácuo”, seu novo trabalho. O álbum chega a ser lançado pela Paradoxx, que o vende para a poderosa Abril Music, que o relança, em 1999, com capa nova e dois bonus tracks. A música “Cala a Boca” invade as rádios rock, e chega a ficar dois meses em primeiro lugar na rádio Brasil 2000, sendo só desbancada pelo Kiss, que desembarca no Brasil para um show no autódromo de Interlagos. A banda não deixa barato e faz sua parte, realizando dois shows memoráveis, um com o Ultraje a Rigor, na USP, e outro com o Ira!, no SESC Itaquera, reunindo mais de dez mil pessoas por show. O banho de água fria foi a chegada de Marcos Maynard, novo presidente da Abril Music, que simplesmente colocou a banda em escanteio. Foi um baque. O Inocentes ainda chegou a gravar, já em clima de despedida, o disco “O Barulho dos Inocentes”, produzido por Clemente e Rafael Ramos, com versões de várias canções punks nacionais que a banda gostava. Chegaram a fazer uma versão sofrível para “I Wanna Be yor Boy Friend”, dos Ramones, aliás, uma versão sobre encomenda para a gravadora que encheu o saco da banda. Pena que uma versão matadora para “Should a stay or shout i go”, do Clash, não foi liberada a tempo e acabou não saindo no disco, que simplesmente foi jogado fora pela gravadora. Ou seja, o ano de 2000 não existiu.Em janeiro de 2001, já fora da Abril, que, aliás, faliu, o Inocentes finalmente grava um disco ao vivo, no SESC Pompéia, em São Paulo.
O “20 anos ao Vivo” é licenciado para o selo RDS, e não tem nenhuma correção posterior em estúdio. É um ao vivo ao vivo mesmo. Eles ainda fizeram o show de abertura do Bad Religion no Credicard Hall, e simplesmente destruíram. Todos estavam animadíssimos, mas, como não poderia deixar de ser, há um novo baque: Ronaldo dos Passos resolve deixar a banda após quase 20 anos de estrada, alegando problemas pessoais. Ele é o cara que estava havia mais tempo na banda depois de Clemente. Todo mundo ficou esperando o cara na passagem de som de um show no Woodstock, casa noturna em São Paulo. Ligavam para casa do Ronaldo e ninguém sabia onde ele estava. Simplesmente ele não apareceu, e a banda foi obrigada a fazer o show em trio, assim como fizeram os três shows seguintes. Um deles foi o primeiro que a banda fez em Maceió, no festival “Acendedor de Candeeiros”. Quando a banda participa do versão paulista do Abril pro Rock, no SESC Pompéia, já está com André Fonseca (Okotô) nas guitarras. Começam tempos difíceis. Nonô sai da banda e três bateristas passam por ela: Rodrigo Cerqueira (ex-Skuba), Calabreza (Okotô) e Edgard Avian (ex-Gritando HC). Os Inocentes ainda participam do “Bananada”, em Goiânia e das “Noites do Sr. F”, em Brasília, enquanto vai preparando um novo CD.Foram seis meses no estúdio, compondo e ensaiando. No fim de todo esse tempo, eles só tinham quatro músicas prontas. Clemente é admirador do André desde a época em que ele tocava no Patife Band, mas os processos de composição não batiam, e é difícil assumir isso para um amigo.Ronaldo foi tocar com o Kid Vinil no Magazine, e mais umas outras bandas sem expressão. Já estava separado de sua mulher e louco para voltar a estrada, quando encontrou Clemente em uma balada. Rolou a velha química e a dupla voltou à ativa. Com a saída de André Fonseca, saiu também o baterista Edgard, e em seu lugar foi convocado Frederico Ciociola, o Fred. A banda fechou com o lendário selo Ataque Frontal e, em dois meses, compôs e gravou “Labirinto”, produzido pela própria banda e gravado no estúdio Nimbus. A primeira prensagem esgotou em menos de uma semana e a música “Travado” começa a ser executada nas rádios. Bem… daí pra frente, a história ainda tem que ser feita.

Álbuns.

Revisados em 01/05/09.

Senha para todos os álbuns: lagrimapsicodelica

Pânico em SP – 1986.

1 Rotina
2 Ele Disse Não
3 Não Acordem a Cidade
4 El Salvador
5 Expresso Oriente
6 Pânico em SP

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Adeus Carne – 1987.

1 Patria Amada
2 Eu
3 Morrer aos 18
4 Não Sei Quem Sou
5 Tambores
6 Não é Permitido
7 Em Pedaços
8 Cidade Chumbo
9 Na Sarjeta
10 Pesadelo

11 Adeus Carne

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Miséria e Fome – 1988.

1 Miséria e Fome
2 Morte Nuclear
3 Aprendi a Odiar
4 Calado
5 Não à Religião
6 (Salvem) El Salvador
7 Torturas, Medo e Repressão
8 Não Diga Não
9 Vida Submissa
10 Meninos do Brasil
11 Maldita Polícia

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Inocentes – 1989.

1 Animal Urbano
2 Mais Um na Multidão
3 A Face de Deus
4 Promessas
5 A Lei do Cão
6 O Homem que Bebia Demais
7 Nosso Tempo
8 Marcha das Máquinas
9 A Voz do Morro
10 Garotos do Subúrbio

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Estilhaços – 1992.

1 Em Chamas
2 O Homem Negro
3 Sangue Ruim
4 O Estranho
5 Faminto
6 Deixa Prá Lá
7 A Noite Dorme Lá Fora
8 Estilhaços
9 Anjos
10 A Face de Deus

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Subterrâneos – 1994.

1 Subterrâneos
2 O Mal
3 Inimigo
4 Ninguém
5 Espectro
6 Desequilibrio
7 Pois Que Seja Assim
8 Tudo Bem
9 Nesse Meu Olhar
10 Canção Para Esquecer

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Ruas – 1997.

1 A Cidade Não Pára
2 Nada de Novo no Front
3 Sem Valor
4 Nunca Diga Jamais
5 Vermes
6 Só a Raiva Vai nos Salvar
7 Sob o Sol de 40 Graus
8 Garras
9 Intolerância
10 Escombros
11 Ignorado
12 Fios Elétricos

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Embalado à Vácuo – 1999.

1 Lisa
2 Cala a Boca
3 Nem Sempre
4 De Bar em Bar
5 Minta pra Mim
6 Um Cara Qualquer
7 Nem Tudo Volta
8 A Lei
9 Nada Pode nos Deter
10 O Impossível
11 Vícios
12 Teddy Blues
13 Fechem os Olhos dos Jornais

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Garotos do Subúrbio – 1999.

1 Rotina
2 Ele Disse Não
3 Não Acordem a Cidade
4 El Salvador
5 Expresso Oriente
6 Pânico em SP
7 Não é Permitido
8 Mais um Dia
9 Terceiro Mundo
10 Liberdade Condicional
11 Mais Um na Multidão
12 Miséria e Fome
13 Eu Não Quero
14 Garotos do Subúrbio

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O Barulho dos Inocentes – 2000.

1 São Paulo
2 Nos Braços da Vampira
3 Franzino Costela
4 Quero Ser Seu Namorado (I Wanna be Your Boyfriend)
5 Sandina
6 Sinto
7 Quanto Vale a Liberdade
8 Periferia
9 Restos de Nada
10 Desequilibrio
11 Sujos e Bêbados
12 Inimizade
13 Repeat (Please)
14 O Verme

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Labirinto – 2004.

1 Amanha Será Tarde Demais
2 Travado
3 Nojo
4 Não Vai Ficar Assim
5 Fúria
6 Uscaraéfoda
7 Nada A Perder
8 Estraga
9 100 X 100
10 Treze
11 Tenho Mêdo
12 Nóia
13 Underground
14 25 Segundos De Silêncio
15 Decomposição

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Senha para todos os álbuns: lagrimapsicodelica

Fonte dos links: Lagrima Psicodelica.

Europe – Discografia

Vídeo. Vídeo 2. Vídeo 3.

BIOGRAFIA.

Europe é uma banda de hard rock, formada em Upplands Väsby, Suécia, em 1979 sob o nome Force pelo vocalista Joey Tempest e guitarrista John Norum. Apesar de largamente associada com glam metal, o som da banda incorpora elementos de heavy metal e hard rock. Desde a sua formação, os Europe lançaram sete álbuns de estúdio, três álbuns ao vivo, três compilações e sete vídeos.

Os Europe atingiram a fama internacional em 1986/87 com o seu 3º álbum The Final Countdown, que se tornou um grande sucesso comercial e vendeu mais de três milhões de cópias nos EUA. Os Europe foram uma das bandas rock mais bem sucedida dos anos 80 e vendeu mais de quatro milhões de álbuns nos EUA apenas e mais de 10 milhões de álbuns mundialmente. A banda atingiu dois Top 20 em álbums na tabela Billboard 200 (The Final Countdown e Out of this World). De 1986 a 1992 os Europe venderam mais de 20 milhões de álbuns mundialmente, fazendo eles o 4º acto mais bem sucedido da Suécia na história.

Os Europe entraram em hiato em 1992, reuniram temporariamente para uma actuação única em Estocolmo na Véspera de Ano Novo 1999 e anunciou ma reunião oficial em 2003. Desde então os Europe lançaram dois álbuns, Start from the Dark e Secret Society. Um novo álbum é esperado ser lançado em 2009.

O início.

A primeira encarnação da banda chamava-se Force e formaram-se em 1978, em Upplands Väsby, Estocolmo e eram formados pelo vocalista e teclista Joey Tempest, o guitarrista John Norum, o baixista Peter Olsson e o baterista Tony Reno. A banda enviou vários demos para as gravadoras, mas disseram-lhes que para poderem ser publicados teriam que cortar os cabelos e cantar em sueco. Dois anos depois, Olsson saiu da banda e foi substituído por John Levén. Alguns meses mais tarde, Levén juntou-se à banda Rising Force de Yngwie J. Malmsteen e o baixista anterior de Malmsteen, Marcel Jacob juntou-se aos Force. Isto só durou três meses, contudo Levén aparentemente tinha conflitos com Malmsteen, portanto ele e Jacob trocaram de lugares novamente.

Em 1982, a namorada de Tempest colocou os Force no concurso de talentos de Rock Sueco Rock-SM. Competindo contra 4000 bandas, eles ganharam o concurso, as suas recompensas seriam um contrato de gravação de um álbum. Tempest vencou a nomeação individual para Melhor Vocalista e Norum venceu o nomeação para Melhor Guitarrista. Durante o concurso, o Force mudou seu nome para Europe. O seu álbum homônimo foi lançado no ano seguinte e vendeu bem tanto na Suécia como no Japão. O single “Seven Doors Hotel” tornou-se um êxito Top 10 no Japão. O segundo álbum, Wings of Tomorrow foi lançado um ano mais tarde e o single “Open Your Heart” colocou a CBS Records interessada na banda, oferecendo-lhes um contracto internacional em 1985. O Teclista Mic Michaeli foi brevemente recrutado para tocar nos concertos ao vivo e tornou-se um membro oficial pouco tempo depois. Ao mesmo tempo, Tony Reno foi despedido por causa da sua falta de motivação e por alegadamente faltar aos ensaios. O seu substituto foi Ian Haugland. Em 1985 os Europe gravaram a banda sonora para um filme de adolescentes On the Loose, que lhes deu o êxito “Rock the Night”. Vários meses mais tarde, Tempest foi convidado a escrever uma canção para o projeto de solidariedade Swedish Metal Aid. Eles escreveu “Give A Helping Hand”, que iria representar as maiores estrelas do rock e metal sueco. O ganho das vendas do single, que foi produzido pelo Kee Marcello guitarrista dos Easy Action, foi doado às pessoas famintas da Etiópia.

Sucesso mundial.

No final do ano eles começaram a gravar o seu próximo álbum. O resultado foi The Final Countdown, um êxito mundial lançado em 1986. A faixa-título foi Nº1 em 26 países (incluindo as paradas da Gra-Bretanha) e a balada “Carrie” atingiu a 3ª posição na tabela Billboard Hot 100 nos EUA, enquanto a faixa título ficou em oitavo (o álbum também), vendendo ao todo mais de 18 milhões de cópias até hoje, sendo 10 do single da faixa título, e mais 8 do álbum. Faixas como “Rock The Night”, que foi regravada e “Cherokee” também entraram no top 100 da Billboard. Não satisfeito com a predominância de teclados na produção do álbum nem com a imagem comercializada da banda, John Norum decidiu deixar os Europe em Novembro de 1986 para seguir uma carreira solo. Kee Marcello foi convidado a substituí-lo e depois de alguma consideração como compor e cantar (o que acabou não ocorrendo mais tarde) decidiu juntar-se à banda. O ano seguinte incluiu digressões de sucesso pelo continente Europeu e nos EUA. O sucessor de The Final Countdown foi intitulado Out of This World e foi lançado em 1988, com um som muito mais voltado ao AOR que o álbum anterior, numa altura em que os Guns N’ Roses, INXS e os U2 tinham quebrado o monopólio que o hard rock melódico tinha na indústria da música. O álbum venderia dois milhões de cópias, que foi considerado um fiasco comparado com as vendas do álbum e single do anterior. Mais digressões seguiram-se, incluindo uma digressão nos EUA com Def Leppard e um concerto num festival no National Bowl em Milton Keynes, Inglaterra com Bon Jovi, Skid Row e Vixen.

Em Setembro de 1989, os Europe deram um concerto no clube Whisky a Go Go em West Hollywood, Califórnia, sob o pseudónimo Le Baron Boys. Esse nome seria mais tarde usado como o título para uma muito circulada bootleg dos Europe, que continha gravações demo de 1989-1990 (pois a gravadora se recusou a colocar as músicas num futuro álbum por julgarem serem “pesadas”, o que não eram). Dois anos mais tarde, o álbum Prisoners in Paradise foi lançado, mas recebeu atenção limitada da parte da mídia devido ao “boom” do movimento grunge, começado pelos Nirvana e Pearl Jam. Na véspera de Ano Novo de 1991, os Europe começaram uma nova digressão com um espetáculo no Tokyo Dome, onde Tesla, Thunder e Metallica também actuaram. Curiosamente, o espetáculo chamava-se “The Final Countdown”. Depois de dez anos de viver, gravar e digressarem juntos, os Europe decidiram fazer uma longa pausa quando a digressão terminou em 1992, quando após algumas discussões o guitarrista Kee Marcello deixou a banda e também o tecladista Mic Michaeli. Joey Tempest ainda chegou a chamar John Norum de volta, que recusou, e também o baterista Tony Reno (pois Ian Haugland havia sofrido um acidente de moto que o deixaria 6 meses sem tocar), para retornarem o Europe dos 2 primeiros álbuns, o que não ocorreu. Desde então, Tempest, Norum e Marcello lançaram álbuns solo, enquanto os outros membros participaram em diferentes projetos e bandas.

Reuniões.

Para as celebrações do Minénio, os Europe foram convidados a dar um concerto em Estocolmo na Véspera de Ano Novo (disseram que foi uma proposta milionária irrecusável). Esse seria o primeiro concerto deles com dois guitarristas principais, pois tanto Norum como Marcello aceitaram tocar. Contudo esta não foi uma reunião a tempo inteiro e sim um evento único. Ao longo dos anos, houve vários rumores da reunião da banda e a 2 de Outubro do 2003 foi dado como oficial: os Europe anunciaram planos para um novo álbum e uma digressão mundial. A banda então voltou à formação clássica da altura de Final Countdown, com John Norum como o úncio guitarrista principal. No verão de 2004 os Europe seguiram numa digressão por festivais pelo continente Europe. Os alinhamentos dos concertos incluíam vários clássicos antigos, mas também introduziu a faixa-título do seu novíssimo álbum - Start from the Dark. Start from the Dark foi lançado em finais de 2004 e recebeu boas críticas dos críticos da música. Eventualmente, o álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias mundialmente. Os Europe começaram uma nova digressão mundial e lançaram o seu último álbum, Secret Society, a 25 de Outubro de 2006. A 26 de Janeiro de 2008, os Europe deu um concerto acústico na sala Nalen em Estocolmo, chamando ao evento Almost Unplugged. A banda foi acompanhada por um quarteto de cortas e tocou versões trabalhadas das suas músicas, assim como versões cover de músicas de bandas que influenciaram o som dos Europe ao longo dos anos - Pink Floyd, UFO, Led Zeppelin e Thin Lizzy. O show foi transmitido ao vivo através da Internet no site official dos Europe. Foi lançado em CD a 17 de Setembro de 2008 e há também planos para um lançamento em DVD no Outono de 2008.

A 23 de Julho de 2008 os Europe fizeram um concerto de co-headlining com os Whitesnake em Pádua, Itália. Durante a actuação dos Whitesnake do seu encore “Still Of The Night”, o Joey Tempest juntou-se a David Coverdale em palco para o último refrão. Em Agosto de 2008 os Europe foram a banda de abertura nos dois concertos do Deep Purple na Suécia, em Linköping a 8 de Agosto e em Ystad a 9 de Agosto. O John Norum juntou-se ao Deep Purple em palco em Ystad para uma sessão de jam com o guitarrista dos Deep Purple, Steve Morse e para uma atuação de “Smoke On The Water”.

Os Europe vão entrar em estúdio e começar a gravar o próximo álbum a 7 de Dezembro de 2008 e planeiam lançá-lo em Maio de 2009.

Integrantes.

Membros.
  • Joey Tempest - vocal (1978-92; 2003-presente)
  • John Norum - guitarra (1978-86; 2003-presente)
  • John Levén - baixo (1981-92; 2003-presente)
  • Mic Michaeli - teclado (1984-92; 2003-presente)
  • Ian Haugland - bateria (1984-92; 2003-presente)

Ex-membros.

  • Peter Olsson - baixo (1978-81)
  • Marcel Jacob - baixo (1981)
  • Tony Reno - bateria (1978-84)
  • Kee Marcello - guitarra (1987-92)

Álbuns.

Links Atualizados em 29/04/09.

Europe (1983)


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Wings of Tomorrow (1984)


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The Final Countdown (1986)


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Out of This World (1988)


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Prisoners in Paradise (1991)


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Start from the Dark (2004)


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Senha: metal

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Secret Society (2006)


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Almost Unplugged (2008)


Download parte 1.

Download parte 2.

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